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Dicas para um perfeito dimensionamento da frota no fretamento de pessoas

Postado em 04 de Maio de 2018

O dimensionamento correto da frota depende de um meticuloso estudo sobre a demanda a ser atendida e, também, dos efeitos da situação econômica sobre os usuários. Em mercados que apresentam maiores incertezas, diversas alternativas operacionais tem sido buscadas por parte das empresas, como as chamadas frotas combinadas, que tem apresentado bons resultados.

Considerando os aspectos de utilização e capacidade, são quatro os modelos disponíveis de ônibus para as empresas de Fretamento e urbanas, conforme listados a seguir:

– Microônibus: geralmente é utilizado para garantir uma ligação rápida entre dois pólos de uma mesma área urbana. O número de paradas intermediárias entre esses pólos é pequena e é utilizado também como circular em áreas comerciais, onde possui grande mobilidade para demandas pequenas (até 1.000 passageiros/hora).

– Ônibus Convencional: Não possui regra padrão para sua utilização nas áreas urbanas, por ser muito versátil. É mais indicado para as demandas médias (entre 1.000 e 9.000 passageiros/hora). Também pode ser utilizado para demandas menores ou maiores, quando forem adotadas medidas complementares de operação, além de um adequado tratamento viário dos itinerários.

– Ônibus de Grande Porte (articulado): Deve ser utilizado em linhas de grande demanda. O investimento inicial nesse tipo de modelo é elevado, mas, nessas condições, o custo por passageiro transportado é igual ou inferior ao do ônibus convencional, e o rendimento energético unitário é melhor. O tratamento viário dos itinerários deve incluir traçados favoráveis à circulação de veículos de grandes dimensões, atualmente disponíveis em apenas grandes cidades.

– Ônibus Rodoviário: Para o caso urbano, pode ser utilizado em linhas especiais (seletivas), cujo padrão de conforto é elevado, havendo restrição ao transporte de passageiros em pé. No uso rodoviário, a especificação da carroceria deve ser feita em conformidade com a característica da linha, ou seja, convencional, leito, com ou sem toalete e etc.

Outro fator fundamental para escolha do tipo de veículo a ser usado é a construção de roteiros, ou seja, um problema típico de roteirização envolvendo muitas paradas e veículos, o total de roteiros possíveis é muito grande. Daí o interesse no uso de técnicas matemáticas programáveis em computadores e de princípios operacionais que resultem em boas soluções, como, por exemplo, roteiros formando um desenho como pétalas de margarida. Nesse caso, os roteiros adjacentes não se tocam e nenhuma das rotas tem veículos que se cruzam, formando assim um roteamento adequado ou pode ser desenvolvido um roteiro em uma linha troncal e outras linhas adjacentes alimentando a principal nos horários sincronizados.

Bons roteiros geralmente podem ser conseguidos pela aplicação das seguintes regras:

– Início do agrupamento pelo ponto (parada) mais distante do local de desembarque final;

– Encontrar o próximo ponto, tomando o ponto disponível que esteja mais perto do centro (centróide) dos pontos no grupo. Agregar a esse ponto veículos, caso a capacidade do veículo tenha sido excedido;

– Seqüenciando as paradas, de maneira a ter a forma de uma gota d’água;

– Verificar o próximo ponto, que é a parada mais distante do desembarque final ainda disponível e finalizar até que todos os pontos de recolhimento sejam atendidos.

Nesse serviço, não é permitido o transporte de passageiros em pé, há uma grande preocupação com o conforto, e os ônibus, normalmente, são dotados de poltronas reclináveis, sanitários e ar-condicionado.

Os horários de saídas das viagens municipais intermunicipais apresentam coincidentemente, picos de horários das 06hs às 07hs e das 17hs às 18hs e as chegadas também são coincidentes mais defasadas em relação as saídas em uma hora (07hs às 08hs e 18hs às 19hs).

O conhecimento e entendimento dos dispositivos legais em vigor são elementos fundamentais para a elaboração de regulamentos de transporte coletivo eficazes, e que venham ao encontro das aspirações e necessidades dos agentes envolvidos, quais sejam: poder público, empresas operadoras e usuários.

No que diz respeito à qualidade dos ônibus, certos aspectos da administração são primordiais. Como exemplo, pode-se citar a manutenção, que, o transporte, é a “alma do negócio”. Por outro lado, a limpeza propicia, além de bem-estar, segurança psicológica ao usuário. Outro fator relevante e às vezes esquecido é a cortesia. Ela é sempre apreciada pelo usuário e ajudar a humanizar o transporte.

Enfim, os transportes cumprem importante função social. Eles permitem a mobilidade das pessoas, estimulando a disseminação de informações e idéias.

Além do mais, inter-relacionando-se com a distribuição dos recursos, topografia e desenvolvimento do comércio, indústria e é um dos condicionantes da distribuição da população.

Gustavo Machado é formado em Direito, com MBA em Logística & Supply Chain pela Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado em Gestão Empresarial pela Cândido Mendes/RJ. Atua como Consultor de Empresas e autor de artigos sobre Mobilidade Urbana e Política.

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