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Revolução Industrial Brasileira e seus Impactos

Postado em 23 de janeiro de 2018

 

O Ex-Presidente Juscelino Kubitscheck (1956-1961) tinha o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social através do estímulo a estabilidade política, o desenvolvimento nacional e o bem social. Para tal, o presidente trouxe empresas estrangeiras para o país a fim de incentivar o aumento produtivo e adquirido de bens de consumo, como, por exemplo, carros e televisões. Alinhando, assim, a economia brasileira aos demais países do mundo, especialmente a americana.

Essas indústrias se instalaram distantes dos centros urbanos, já que era sua intenção ocupar o interior do país e não as capitais. A principal região de ocupação industrial da época foi o Sudeste, destacando-se Rio de Janeiro e São Paulo, e nesse, principalmente o ABC Paulista, composto por Santo André, São Caetano e São Bernardo. As oportunidades de emprego aumentaram muito nestas regiões, atraindo trabalhadores de todo o Brasil. Isso fez com que aumentasse o êxodo rural (saída do homem do campo para as

cidades) e a migração de nordestinos e nortistas de suas regiões para as grandes cidades do Sudeste.

Esse incentivo ocupacional desencadeou a necessidade de transportar os trabalhadores dos grandes centros e das proximidades para as fábricas. Inicialmente, para atender a demanda imediatamente, eram usados transportes inadequados. Porém, dada a pressões sindicais foi necessário melhorar o conforto desse transporte, passando a utilizar ônibus com bancos confortáveis e reclináveis e exigindo que todos os passageiros viajassem sentados.

Originava-se então, o hoje denominado FRETAMENTO. Um serviço de transporte, com veículos diferenciados, priorizando o conforto contratado por um determinado período e com uma finalidade específica e particular.

O início dessa demanda ocorreu em São Paulo devido à necessidade de uma maior comodidade, segurança e bem estar, pois os executivos e estudantes que moravam em Campinas, antes tinham que ser deslocar diariamente dos bairros para a rodoviária, enfrentar fila para comprar passagens e viajar muitas vezes em pé e em total desconforto e condição de segurança. Surgiu, então a solução do “Fretado Executivo”, atendimento personalizado, com conforto e segurança, com um grupo de pessoas que se conheciam, moravam na mesma região, onde embarcavam próximo às suas residências e hoje tem um custo menor com transporte e não tem mais a necessidade de se deslocar até as rodoviárias.

Diante do cenário brasileiro no que tange à mobilidade, o trânsito tem sido o grande vilão das grandes e médias cidades. O crescimento sem planejamento não previu um futuro em que o transporte coletivo não fosse a prioridade do governo brasileiro. Além disso, inúmeros são os fatores que levam as ruas diariamente milhares de veículos com um ou no máximo dois passageiros, tornando as ruas cada vez mais abarrotadas e intransitáveis.

Os inúmeros efeitos que esse crescimento desordenado e não planejado acarretam para as cidades: trânsito lento, poluição, violência, entre outros, são

apenas alguns dos fatores decorrentes da expansão urbana desordenada que influenciam diretamente na falta de qualidade de vida dos cidadãos.

O Fretamento se consolidou ao longo do tempo e hoje em dia é estratégico para inúmeras organizações, pois passou a ser uma importante alternativa de transporte nas viagens diárias para o trabalho, estudo e outros.

Sem dúvida, o perfil socioeconômico do país mudou nos últimos 50 anos, desde o governo de Juscelino Kubitscheck, onde com o aprimoramento e diminuição da mão de obra, devido à automação, os grandes centros voltaram a serem pólos atrativos para grandes empresas, deslocando conseqüentemente a população.

A atração exercida pelas áreas urbanas explica-se não só pela natureza da dinâmica econômica, mas também pela evolução gradual na busca dos serviços públicos essenciais, como hospitais e educação, além de outros tipos de serviços. No processo de urbanização obtido através da transferência das pessoas residentes nas áreas rurais, pequenas localidades, para a urbana, a economia urbana subordina e transforma a economia rural, integrando a agricultura às necessidades do mercado urbano.

Gustavo Machado

Gustavo Machado é formado em Direito, com MBA em Logística & Supply Chain pela Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado em Gestão Empresarial pela Cândido Mendes/RJ. Atua como Consultor de Empresas e autor de artigos sobre Mobilidade Urbana e Política.

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