Por Gustavo Santucci, Diretor de Educação da ACAAPESP.
A família manda WhatsApp às 21h. Ninguém responde. No dia seguinte o comercial não sabe de onde veio. A visita marca e ninguém confirma. A proposta vai por PDF solto e some. Isso não é “o mercado está difícil”. É captação sem dono, sem prazo e sem histórico.
O que a escola particular já faz — sem ver
Toda particular já tem um funil, mesmo sem nome. Interesse, visita, proposta, contrato. Faculdade captura vestibular. Escola particular captura família: o filho visita a sala, o responsável compara mensalidade, a decisão sai em dias. Sábado converte. Janeiro perde quem não respondeu em dezembro.
Quando esse caminho mora no celular de uma pessoa, a direção só percebe a queda quando a turma já abriu incompleta. O anúncio continua rodando. A matrícula não entra.
O que o assessor pode perguntar
Quem responde a primeira mensagem. Em quanto tempo. Onde fica o histórico. Quem cobra a visita no sábado. Se a família que já é aluna entra numa régua de rematrícula ou some no silêncio. Escola que não tem essas respostas empurra a família para o gabinete com a frase “ninguém me atende”.
Captação é gestão, só que antes da matrícula
O sistema de gestão opera quem já entrou. A captação trabalha quem ainda vai entrar. Separar os dois obriga a secretaria a redigitar o nome. Juntar os dois fecha o ciclo: a conversa vira aluno, contrato e cobrança.
No CRM educacional da Education1 a escola vê o funil, responde no WhatsApp oficial e empurra visita, proposta e contrato. A conversa fica da escola, inclusive nas férias.
Matrícula nova não nasce no palanque. Nasce na primeira mensagem que alguém responde.
Esta coluna faz parte da Diretoria de Educação e fica na editoria Colunistas.