Durante a pandemia a violência contra a mulher aumentou dentro do lar

Durante a pandemia a violência contra a mulher aumentou dentro do lar

A diretora e fundadora da Acaapesp, psicóloga Dra. Amanda Hayala, destacou que as este aumento na violência contra a mulher acaba refletindo nas crianças que presenciam as mães sendo agredidas. Ela ainda elogiou a atuação da DDM – Delegacia de Defesa da Mulher.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no final de agosto, ‘24,4% das mulheres acima de 16 anos (uma em cada quatro), afirmam ter sofrido algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses, durante a pandemia de Covid-19. Isso significa dizer que cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano’
O relatório também aponta que 4,3 milhões de mulheres (6,3%) foram agredidas fisicamente com tapas, socos ou chutes. Ou seja, a cada minuto, 8 mulheres apanharam no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus.

Com relação às duas pesquisas anteriores, de 2019 e 2017, houve uma queda, dentro da margem de erro, no percentual de mulheres agredidas: 24,4% em 2021 contra 27,4% em 2019, e 29% em 2017. Mas, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o perfil da violência mudou bastante. O recuo se deu em relação às mulheres que sofrem violências na rua. Na pesquisa de 2017, 39% das mulheres tinham sofrido violência na rua, e esse percentual foi de 39 pra 19%. Em compensação, a violência dentro de casa passa de 43 pra 49%. 7 em cada 10 casos os autores eram conhecidos, a maior parte parceiros ou ex-parceiros íntimos.

A Dra. Amanda Hayala comentou que este aumento na violência contra mulher dentro do lar acaba afetando também as crianças que presenciam as mães serem agredidas. ‘A grande maioria das pessoas que procuram por psicoterapia são crianças que vivenciam o episódio de violência’, relata.

‘Os atendimentos de mulheres que sofreram violência doméstica ocorreram no momento do qual atuei na Delegacia da Defesa da Mulher e é de extrema importância ter um departamento que possa acolher e proteger nessa situação de vulnerabilidade’, finaliza.

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Amanda Osicran

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